sábado, 30 de agosto de 2008

Charlie Chaplin


Viva!

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara muitas vezes"!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!

Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" pra ser insignificante.



"Charles - "Charlie" Spencer Chaplin (Walworth, 16 de abril de 1889 — Vevey de 25 de dezembro de 1977) foi o mais famoso ator dos primeiros momentos do cinema hollywoodiano, e posteriormente um notável diretor. No Brasil é também conhecido como Carlitos (equivalente a Charlie), nome de um dos seus personagens mais conhecidos em "O Vagabundo (The Tramp)", um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro (gentleman), usando um fraque preto esgarçado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu-coco, uma bengala de bambu e sua marca pessoal, um pequeno bigode-de-broxa.
Chaplin foi uma das personalidades mais criativas que atravessou a era do cinema mudo; atuou, dirigiu, escreveu, produziu e financiou seus próprios filmes."

sábado, 9 de agosto de 2008

Agora pra sempre, foi embora mas eu nunca disse ADEUS!!


Cada dia que passa me convenço mais que na vida tudo é transitório, passageiro, que a vida não é como um filme que você pode dar rec, pausa e play a hora que bem entender, seja por que perdeu uma cena, frase ou simplesmente porque ficou entediado, na vida temos que ficar sempre atentos a tudo que acontece ao nosso redor, para que assim não venhamos a nos perde em nossa própria historia...
E assim é a vida, temos que viver cada momento como se fosse os últimos, pois cada momento vivido é único, seja ele de amor, de ódio, ou uma mera paixão.

As vezes as coisas acontecem tão rápido que não conseguimos nem raciocinar direito e quando percebemos, tudo já tem passado de uma forma tão fugaz que não há tempo nem para dizer adeus, mesmo assim ela não para, a vida segue o seu curso, atropelando sonhos, ilusões, corações... e não há nada que possamos fazer, a não ser correr, correr para acompanhar suas passadas.

Houve momentos, a muito tempo atrás em que eu simplesmente não conseguia acompanhar, ficando assim, no meio do caminho, sentindo a vida passar por mim em velocidade máxima, mas com o tempo aprendi a lidar com ela, aprendi a aproveitar todos os momentos que a vida venha a me proporcionar, seja de anos, dias ou apenas de uma noite, aprendi a dar o meu melhor sem esperar pelo melhor, e quando tudo se tornava tão bom e prazeroso ao ponto de querer ficar ali para sempre, lá vinha ela mais uma vez, retornando de seu breve repouso para continuar a jornada e eu como sempre á segui-lá sem nem ao menos olhar para atrás, já imaginado o que poderia estar lá na frente, que com certeza seria melhor do que aquilo que ficou...

E assim eu vivo a vida, com intenso ardor, lado a lado, sem apego a tudo aquilo que ficou perdido, ficou para atrás, vivendo intensamente o presente... E sempre de olhos no futuro.


sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Tem que valer a pena!!


No auge da minha ignorância, quando escutava falar de Danuza Leão achava que era mais uma socialite dando uma de inteligente, querendo aparecer.
Um dia estava sem sono, e sem nada para fazer na madrugada comecei a mudar o canal da TV, parando uma vez ou outra, procurando algo que enfim chamasse minha atenção, foi assim que descobri quem realmente era Danuza Leão e que ela não quer dá uma de inteligente, ela é inteligente.
Então a partir desse dia comecei a ler tudo aquilo escrito por essa incrível mulher e me vi em muitas de suas cronicas, algumas delas calaram tão fundo que pareciam ter sido escritas para mim, pois para cada momento vivido existe algo que se encaixa perfeitamente, e a medida que meu olhar avança sobre o papel, vou digerindo tudo aquilo que estou lendo e ao final da leitura, falo para mim mesma; "Tem que valer a pena" caso contrario, não rola.

"No mundo dos negócios, existe um cálculo chamado custo/benefício que deveria ser usado em todas as circunstâncias da vida. O que todo mundo quer – claro – é se atirar a todos os prazeres, sem pensar nas consequências. Só que para cada prazer costuma chegar, mais cedo ou mais tarde, a conta. Mesmo quando se trata de coisas banais.
Quem não gosta de ver um filme na televisão comendo uma caixa de chocolates inteira? Só que no dia seguinte, na hora de entrar no jeans, não consegue, e talvez se arrependa quando pensar que vai passar uma semana tomando sopa para poder voltar à forma antiga. Será que valeu?
Existem dias em que tudo conspira a favor: você está rodeada de pessoas de quem gosta, a conversa está ótima, a música maravilhosa, não vai ter que trabalhar no dia seguinte, já sabe em quem vai votar.
Porém, às vezes você tem um trabalho para terminar – e como resistir àquele convite? A certeza de uma noite agradável é bem melhor do que cumprir a obrigação, claro. Acaba optando por deixar a tarefa para o dia seguinte; afinal, pode conciliar, e não perde o jantar nem o trabalho. Aí, passa a noite angustiada, acaba fazendo mal o trabalho e se sentindo péssima – será que valeu? O que se quer na vida é comer o bolo e ao mesmo tempo guardar o bolo, e quem souber conciliar as duas coisas, por favor, cartas à redação.
Mas existem problemas mais difíceis de resolver: é quando eles envolvem sentimentos. Você está com um homem legal, mas passando por um momento de crise. Há muito tempo ele não diz que você é bonita e gostosa, como fazia antes, e você precisa ouvir essas palavras mais do que do ar que respira. Pois é exatamente nessa hora que aparece o outro.
Mesmo não sendo especialmente bonito ou brilhante, ele tem faro; faro para detectar que aquele é o momento certo para chegar perto e dizer o que você precisa ouvir: que é bonita e gostosa – e tudo que vem na sequência. E aí, como é que fica?
Se for em frente, está arriscando uma relação com muitos prós por uma aventura que pode ou não ter consequências, e geralmente não tem. Mas por acaso é justo abrir mão de sensações maravilhosas, de ouvir declarações de amor, de ter a ilusão de estar apaixonada, do coração que dispara, em nome – aliás, em nome de quê? Ah, que nenhuma mulher nessa situação peça conselhos, pois só ela pode saber o que fazer; ela e mais ninguém.
Será paixão?
Será a necessidade de quebrar o tédio em que se transformou a vida? Será uma atração física incontrolável? Ou estará ela apenas precisando ouvir de um homem, de qualquer homem, as coisas que o outro não diz mais? Será, será – será o quê? Difícil esse momento. Se resolver ser sensata, vai se achar antiga e careta; se por acaso se deixar levar, estará tornando muito vulnerável uma relação que ainda não acabou, e que poderia nem estar assim tão ruim se não tivesse aparecido o galã.
Antes de tomar qualquer decisão mais radical, seria bom raciocinar, mas para isso é necessário cabeça fria. Para não pensar que está apaixonada sem estar, para não achar que uma atração física – que pode existir por vários homens, aliás, e até ao mesmo tempo – é incontrolável, para não pensar que essa dificuldade vital de se sentir desejada é suficiente para mudar os rumos de uma vida.
É claro que não se pode – nem se deve – ser sensata o tempo todo.
Mas quando a conta chegar – porque ela chega – é importante que seja paga com prazer. E só se paga com prazer o que valeu de verdade."


Danuza Leão é cronista, autora de vários livros, entre os quais Na Sala com Danuza 2 (ARX) e Quase Tudo (Cia. das Letras)